terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ushuaia Trip: 8º Dia – 10/01/2012

Partida: Comandante Luis Piedrabuena, Santa Cruz, Argentina
Destino: Cerro Sombrero, Primavera, Chile 
Distância percorrida: 394 Km


A vista da cidade na chegada a Comandante Luis Piedrabuena, Santa Cruz, Argentina é linda, se tem uma visão panorâmica de toda a cidade e do Rio Santa Cruz encontrando com o mar.


A expectativa era grande para este dia, pois iramos entrar pela primeira vez no Chile e cruzar o Estreito de Magalhães, também havia apreensão, pois não sabíamos quanto tempo iríamos ficar na fronteira para fazer os tramites legais.


Neste trecho tem um hotel interessante, no meio do nada, Hotel de Lemarchand, Santa Cruz, Argentina, tem bombas de combustível, mas não tem combustível. Ali encontramos o Prof. Dr. Oziris Borges Filho (http://www.oziris.pro.br) de Minas Gerais com sua V-Strom em companhia com um Americano que conheceu na estrada, como tinham o mesmo destino resolveram viajar juntos. O americano estava em uma jornada, como estava escrito no cartão "In deep need to rechange", Jarek Trapszo (http://www.jantarek.com/), havia saído de Miami, Miami-Dade, Florida e estava á 5 meses na estrada.


Seguimos para Río Gallegos, Santa Cruz, Argentina, ali abastecemos e troquei o óleo da moto, no posto encontramos três senhores do Moto Grosso do Sul em sua GS 1200, Marcio Monteiro, Nelson Almeida e Ruy Peixoto, cujo frase no adesivo dizia: "...liberdade é pouco, o que buscamos ainda não tem nome", estavam voltando de Ushuaia, desceram pelo Chile e pela rota 40 e iriam voltar pela rota 3.


Reencontramos também o amigo argentino Carlos de Córdoba, Córdoba, Argentina, nos convidou para tomar um café, junto com ele estavam outros dois motociclistas argentinos em duas Transalp, uma dela do primeiro ano que foi vendida na Argentina, contaram que passando um caminhão depois de Comodoro Rivadavia, Chubut, Argentina, a rajada de vendo fui tão forte que derrubou um deles, por sorte ele apenas machucou um dedo, mas a moto ficou toda esfolada e sem freio na dianteira, iriam arrumar ali em Río Gallegos, Santa Cruz, Argentina e seguir viagem.


Não subestime os ventos da patagônia.


No trecho seguinte tivemos uma surpresa, não sabíamos que a Laguna Azul era próxima a rota 3, ao ver a placa resolvemos conhecer. O lugar é ESPETACULAR, é um lago na cratera de um vulcão e conforme o vento bate na água aumenta a intensidade da cor da água, dos lados do vulcão é possível caminhar sobre as rochas formadas pela lava, segundo o que conversamos com um argentino no local, não se conhece a profundidade da lagoa, já foi tentado descobrir mas não acharam o fundo. Neste local encontramos o pessoal com um caminhão-ônibus que estavam percorrendo toda a patagônia e estavam acampando ali (http://www.dragoman.com), e fizemos um amigo da Austrália, que por acaso encontramos novamente em Ushuaia em um Pub Irlandês.


Logo depois da Laguna Azul tem as Aduanas da Argentina e do Chile, foi bem tranquilo, pois chegamos lá era 8 horas da tarde, não havia filas. Para entrar no chile é um pouco mais burocrático, e um detalhe importante: Não se pode entrar no Chile com frutas ou vegetais, eles fazem um revista na moto e se encontrarem vai para o lixo, também é preciso assinar um formulário dizendo que você não tem vegetais, tanto as agentes da Argentina como do Chile não atenderam muito bem e faziam questão de saber como foi a viagem e para onde estávamos indo.


Seguimos em direção ao Estreito de Magalhães, o clima de felicidade era visível em nossos rostos, tão perto do Estreito de Magalhães e tão longe de casa, ao chegar no Estreito de Magalhães a adrenalina estava a mil, a Andréia fez questão de tocar na água. Depois de tanto ouvir falar, estávamos no Estreito de Magalhães.


Impressionante a correnteza do estreito, as balsas chegam a se deslocar em um ângulo de 45º em relação ao ponto de destino, há muito vento, tanto que em determinados momentos a travessia é fechada. Quando estávamos no meio da travessia voltei para perto da moto, pois a balsa estava balançando bastante, tanto que a água das ondas batendo contra a balsa estava molhando a moto (olha que tem uma proteção de uns 3 metros de altura).


Ao desembarcar da balsa chegamos a Terra del Fogo, seguimos até Cerro Sombrero, Primavera, Chile, ali pegamos a primeira chuva da viagem e também foi onde pernoitamos, na entrada da cidade há um hotel, estava cheio de motocicletas, BMW GS 1200, KTM 990, BMW F 650 GS Dakar, V-Strom, ..., a minha é a moto mais pequena que estacionou ali, fui me informar e a diária era de mais ou menos 100 dólares, um pouco caro para o que estávamos procurando, não que não fosse um preço justo, era, mas queríamos algo mais barato. Fomos até o centro e em um mercado pedi informação, nos indicaram um hostel, a 100 pesos por pessoa onde ficamos, era aquecido, tinha TV á cabo e desayuno. Ali encontramos Cristiano Forte (http://www.cristianoforte.com.br) e Fabio Copetti estavam viajando juntos pela América do Sul. O Cristiano é baterista e estava na jornada "Projeto Fortes Ventos III", viajando com sua moto e uma mini-bateria, fazendo música pelo mundo.


Olha que legal:

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Ushuaia Trip: 7º Dia – 09/01/2012

Partida:  Comodoro Rivadavia, Chubut, Argentina
Destino: Comandante Luis Piedrabuena, Santa Cruz, Argentina
Distância percorrida: 540 Km


A região de Comodoro Rivadavia, Chubut, Argentina é bastante petrolífera pelo manhã deu para ver a dimensão, vários tanques e bombas de petróleo ao lado da rota. De Comodoro Rivadavia, Chubut, Argentina em direção a Caleta Olivia, Santa Cruz, Argentina e Sarmiento, Chubut, Argentina só se vê bombas de petróleo, realmente impressionante.


A rota 3 de Comodoro Rivadavia, Chubut, Argentina em direção a Caleta Olivia, Santa Cruz, Argentina tem um dos trechos mais bonitos, nesta parte da rota vai se costeando o mar, são paisagens realmente lindas, tiramos várias fotos neste trecho, são aproximadamente 80 km junto ao mar e cada curva uma paisagem nova.


Em Caleta Olivia, Santa Cruz, Argentina encontramos um casal do Paraná, Brasil, estavam fazendo o mesmo trajeto que nós de carro, muito simpáticos, o senhor também tinha moto e conversamos durante algum tempo sobre as viagens de carro e moto.


Na saída de Caleta Olivia, Santa Cruz, Argentina, na incerteza de haver ou não combustível em Tres Cerros, Santa Cruz, Argentina, único posto entre Caleta Olivia, Santa Cruz, Argentina e Puerto San Julián, Santa Cruz, Argentina (350 km), enchemos o galão de 5 litros, não chegou a ser necessário, pois havia nafta, ali em Tres Cerros, Santa Cruz, Argentina encontramos o pessoal do blog http://raidushuaia2012.blogspot.com/ fazendo uma pausa para o café, conversamos brevemente e eles seguiram de volta para Santa Catarina.


Se for levar galão para transporte de combustível, lembre-se que isso não é legal nem aqui nem na Argentiana, isso pode lhe dar problema coma policia, mas como estas regiões são longas e desérticas é muito difícil encontrar policias na rota, salvo em pontos de fronteira de províncias. Outra coisa, se tiver somente o galão muito provavelmente você não vai conseguir colocar a gasolina no tanque da moto, o vento não vai deixar, para ficar mais fácil e não derramar gasolina na pintura do tanque, leve um mangueira fina, que não ocupe muito espaço para fazer a transferência.


Neste trecho tem a cidade de Puerto San Julián, Santa Cruz, Argentina (http://www.sanjulian.gov.ar), vale a pena conhecer, pela história da cidade, ali se deu um dos principais conflitos da expedição de Magalhães em busca do Estreito de Magalhães.


Este dia o vento nos castigou, ficamos com dor no pescoço de tanta força que o vento fazia na lateral da moto tentando nos tirar da pista e/ou arrancar os capacetes, foi cansativo, chegamos no destino com as forças esgotadas.



Ushuaia Trip: 6º Dia – 08/01/2012


Partida: Trelew, Chubut, Argentina
Destino: Comodoro Rivadavia, Chubut, Argentina
Distância percorrida: 519 Km 


Como no dia anterior fomos tentar conhecer a Península Valdés a qual comecemos apenas um parte, isso nos atrasou um dia, pois este destino estava fora do nosso planejamento, a ideia era adiantar ao máximo neste dia, e desistir de conhecer a Pinguineira de Punta Tombo (http://www.puntatombo.com/), pois bem, seguimos viagem em direção a Comodoro Rivadavia, Chubut, Argentina e chegamos no trevo que dava acesso a pinguineira, paramos e pensamos: viemos a té aqui e não vamos conhecer a Pinguineira?!


O que aconteceu é que resolvemos conhecer a pinguineira, só que para isso deveríamos ter pegado nafta (gasolina) extra no galão em  Trelew, Chubut, Argentina como havia planejado, porém como havíamos desistimos, não peguei. Fiz os cálculos de cabeça com base no mapa e vi que se fossemos a pinguineira iria dar combustível no limite para chegar a Uzcudum, Chubut, Argentina, próximo ponto de bastecimento, havia grande possibilidade de não chegarmos a Uzcudum, Chubut, Argentina, mesmo assim resolvemos ariscar. O lugar é muito bonito, e tem muito pinguim, a Andréia não sabia o que fotografar primeiro, queria tirar foto de tudo.


Para a visita a pinguineira é aconselhável levar um boné e protetor solar, pois é quente e o sol é de queimar, para conhecer a pinguineira é uma caminhada de aproximadamente 3km (ida), você vai até um centro de visitação compra o ingresso, são 35 pesos por pessoa, passa por um centro de exposição e então pega uma van até a pinguineira para caminhar junto com os pinguins.


Almoçamos na pinguineira e depois seguimos viagem, para chegar a pinguineira boa parte é asfalto, mesclando com 22km de rípio, o rípio estava bem firme.


Quase que não chegamos a Uzcudum, Chubut, Argentina, o vento baixou a média da moto, e quando chegamos no posto o ponteiro do combustível estava sobre o "E" (empty - vazio), mostrei como estava o ponteiro do combustível ao atendente do posto e ele falou: Agradeça a Uzcudum! E realmente é de se agradecer pois é o único ponto de abastecimento entre Trelew, Chubut, Argentina e Comodoro Rivadavia, Chubut, Argentina, a distância entre estas duas cidades é de 380km, tem muita moto que não tem isso de autonomia como é o caso da Honda Falcon.


Ali no posto conversamos com m argentino em uma BMW F800 GS que também tinha como destino Ushuaia, nos jurou que era a última vez que faria esta rota (este dia novamente o vento estava forte), as palavras do argentino foram que havia muito vento na rota, e que ele gostava de andar rápido, coisa que naquela situação o vento não deixava. Também conversamos com outro argentino que estava voltando de El Calafate, Santa Cruz, Argentina em uma moto 150cc, se eu estava sofrendo com o vento, imagine ele, com uma moto muito mais leve.


Depois de abastecer seguimos viagem para Comodoro Rivadavia, Chubut, Argentina, está cidade nos preocupava um pouco quando a hospedagem, havia lido vários relatos de pessoal que haviam tido problema ali. Como tínhamos a barraca, qualquer coisa era achar um camping, montar a barraca, tomar um banho e dormir (plano B). Como é uma cidade petrolífera há vários hotéis, mas com preços fora do normal, muito caro, depois de ir em três hotéis e constatar que os preços eram muito mais do que queríamos pagar resolvemos então tentar achar um hostel ou hospedagem, achamos várias, algumas pareciam boas, porém todas lotadas. 


Achamos um lugar com vaga, não era exatamente o que procurávamos, mas era um quarto duplo com banheiro compartilhado, ao menos iríamos ter um pouco de privacidade, o quarto não era compartilhado, agora o problema era onde deixar a moto, não estava a vontade para deixar a moto na rua, a cidade tem um ar estranho, coisa de cidade grande, ao me ver falando com a dona do local um motociclista do Equador veio falar comigo e me indicou um estacionamento por 40 pesos a noite, segundo ele era confiável. Chegando ao estacionamento e o preço que me passaram foi 50 pesos, falei então que estava na mesma hospedagem do motociclista do Equador e que ele havia me indicado o estacionamento, imediatamente o preço foi para 40 pesos.


Deixei minha moto do lado da moto do equatoriano, uma BMW R1200GS Adventure 30th Anniversary (Special Edition), fiquei uns 15 minutos admirando a moto, muito bonita, a minha que estava do lado parecia de brinquedo.


BMW R 1200 GS Anniversary:









BMW R 1200 foi a moto que eu mais encontrei nesta viagem, passei a admirar muito mais está moto, hora destas ainda vou ter a minha.


Minha Honda Falcon com a BMW R 1200 Anniversary no estacionamento (a foto ficou borada):




De volta a hospedagem conversei com Leonardo Maldonado Agreda, o equatoriano que estava em uma jornada pela América Central e América do Sul, 5 meses na estrada, conversamos sobre as viagens e as dificuldades, ele comentou que iria percorrer o litoral brasileiro e que gostaria de conhecer Brasilia, me perguntou qual seria a melhor rota para Brasilia, mas eu não soube dizer.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Ushuaia Trip: 5º Dia – 07/01/2012

Partida:  Puerto Madryn, Chubut, Argentina
Destino: Trelew, Chubut, Argentina
Distância percorrida: 300 Km


Conversando com os amigos argentinos, resolvemos voltar e conhecer a Península Valdés, e assim o fizemos, na saída de Puerto Madryn, Chubut, Argentina, passamos em um Carrefour para comprar uma carpa e um saco de dormir, ficamos preocupados de não conseguir lugar para dormir em Comodoro Rivadavia, Chubut, Argentina, por ser um cidade petrolífera, pelo que vimos em todas as cidades que passamos havia camping. Fui compra a carpa e a Andréia ficou na moto, quando eu estava voltando, se aproximou de nós um senhora, era alemã e como a Andréia e branca como um leite, achou que eramos alemães, a Andréia logo fez amizade com ela, até falaram em alemão, nos despedimos e seguimos em direção a Península Valdés, em um semáforo conversamos brevemente com um casa que estava voltando de viagem, uma argentina e um brasileiro, não lembro em que moto estavam.


Neste dia estava quente, nem parecia que no dia anterior tivemos que para para colocar mais roupa, o vento estava forte, e quanto mais perto da Península Valdés, mais vento, não conseguia passar de 60 km/h com a moto, para entrar na península e necessário pagar uma taxa de 70 pesos por pessoa, até Puerto Pirámides, Chubut, Argentina é asfalto, depois para dar a volta na península é rípio.


Havia muito vento, chegamos então na parte de rípio e a surpresa, o rípio era solto, uma mistura de três pás de bola de gude e duas pás de areia solta, não bastasse o rípio o vento estava toda hora querendo nos tirar na estrada, andei uns 10km neste rípio e não consegui passar de 20km/h, a volta na península são 170 km, ou seja, iriamos levar 8hrs e 30mim para dar a volta na península e já eram 14hrs da tarde, resolvemos desistir deste trajeto, os 10km que andamos no rípio na volta pareciam 100km (por causa do vento), ali tivemos uma amostra de como o rípio mais o vento podem sem perigosos, ocorreu tudo bem, mas se tivéssemos continuado talvez não poderia.


Nos contentamos com a vista das duas baías de mirante antes de Puerto Pirámides, Chubut, Argentina e a Isla de los Pajaros, muito bonita e olha que nos falaram que o restante da península é ainda mais bonita (vai ficar para uma próxima conhecer).


Depois da Península Valdés seguimos viagem em direção a Trelew, Chubut, Argentina, onde pernoitamos em um hostel (http://www.interpatagonia.com/plantillas/24030_i.html), por sinal uma ótima opção de hospedagem na Argentina.


Saiba mais sobre hostel: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hostel

Ushuaia Trip: 4º Dia – 06/01/2012

Partida: Río Colorado, Rio Negro, Argentina
Destino: Puerto Madryn, Chubut, Argentina
Distância percorrida: 496 Km


Logo de manhã, depois do café foi procurar azeite (óleo) para a moto, para fazer a primeira troca, fui a estação YPF ao lado do posto, não tinha, consegui óleo em uma estação ESSO logo a frente, eu mesmo tive que fazer a troca, na Argentina não é comum se trocar óleo em postos de combustível, e sim em locais chamados de lubricenter. Achei alguns litros de refrigerante em um lixo, um deles cortei, soltei o óleo e em seguida coloquei no outro que poderia ser fechado, levei o litro com o óleo usado para o pessoal do posto, coloquei o óleo novo e pronto.


Sempre leve todas as chaves necessárias para fazer as trocas de óleo e demais manutenções junto contigo na viagem.


Depois de Río Colorado, Rio Negro, Argentina, o vento começou a incomodar, estava forte (normal para lá), tínhamos que andar com a moto inclinada, no máximo a 70km/h. Resolvemos entrar no balneário Las Grutas, estava frio, mesmo assim havia muita gente na praia, uma pena que não consegui descer até a praia, pois o vento esta forte e precisei ficar junto da moto para segurá-la, a Andréia foi até próximo a praia e conseguiu tirar algumas fotos de longe das grutas.


A partir de Las Grutas é possível fazer várias excursões, eu tinha muita vontade de conhecer as Salinas Del Gualicho (http://www.deserttracks.com.ar/), mas como o tempo da viagem era curto foi necessário muitas vezes optar pelo que iria se conhecer e o que iria ficar para uma próxima. Chegamos a conclusão que deveríamos ter reservado 30 dias para está viagem, mas como tínhamos que voltar devido o trabalho, fizemos um resumo para 20 dias, por este motivo alguns locais não podemos conhecer desta vez.


Saímos de Las Grutas e direção a Puerto Madryn, Chubut, Argentina, no caminho paramos para colocar mais roupas, estava ficando frio, tirei meu relógio e coloquei na pedaleira do mata cachorro na moto, pois bem, esqueci de recolocá-lo no braço e fui me dar conta disto uns 30 quilômetro a frente, parei a  beira da estrada e estava pensando se valeria a pena voltar para procurar, foi quando Carlos de Córdova, Córdoba, Argentina, parou sua Versys 650 e veio em nossa direção para ver se estava tudo bem, falei que sim, e lhe contei a respeito do relógio, prontamente quis que ficasse com seu relógio, respondi que não era necessário, tiramos fotos, trocamos contatos e seguimos viagem. Carlos também estava indo ao Ushuaia, por diversas vezes o encontramos durante a viagem, perdi meu relógio e ganhei um amigo.


Chegamos em Puerto Madryn, Chubut, Argentina, uma 16 hrs horário local (imagino que seja por que havia perdido meu relógio), como o próximo trecho era bastante longo, decidimos ficar por ali mesmo, mal sabia eu que está era uma cidade turística e que o preços dos hotéis eram fora do normal, começamos então uma longa jornada em busca de um hotel barato. Quando estávamos buscando o hotel passamos por um grupo de motociclistas argentinos que tinham suas motos estacionadas na frente de um bar, ao passar por eles buzinei e os cumprimentamos, prontamente todos levantaram a mão retribuindo o cumprimento.


Depois de muita volta (tudo era muito caro), resolvemos voltar para o inicio da cidade onde havíamos visto um placa de um hotel, achamos que talvez fosse mais barato por estar afastado do centro da cidade, estávamos parados ao lado da rua sobre com a moto conversando eu e a Andréia, quando estes mesmos motociclistas que havíamos cumprimentado passaram por nós e pararam, eram dois casais e um sozinho em três motos, pediram se estava tudo bem, falamos que sim, mas que ainda não tínhamos onde dormir, pediram então se tínhamos carpa, como não sabia o que era falei que não (depois fiquei sabendo que carpa e barraca), falaram então que estavam indo posar na casa de um amigo ali na cidade e nos convidaram para ir junto, que iriam ver se conseguiam uma carpa para nós, fomos então acompanhando-os.


Ao chegar na casa no amigo deles, pediram se havia uma carpa para nos emprestar, pronto problema resolvido, pois havia uma carpa para nós, e ali passamos a noite com eles, foi muito divertido, comemos um típico churrasco Argentino e tomamos algumas Quilmes. Conhecemos o casal Betina e Mario, que estavam em uma BMW R 1200 GS Adventure, um casal mais de idade, o qual não anotei e não consigo lembrar os nomes, muito simpáticos, ele foi campeão de motocross em 1976, estavam em uma moto 400cc refrigeração liquida e Miguel, um espanhol de Marbella, Espanha, que haviam conhecido na estrada com sua Africa Twin 750.


Conhecê-los foi uma experiência incrível, que nunca havia imaginado para esta viagem.

Ushuaia Trip: 3º Dia – 05/01/2012

Partida: Venado Tuerto, Santa Fé, Argentina
Destino: Río Colorado, Rio Negro, Argentina
Distância percorrida: 752 Km


Depois do desayuno no hotel partimos, outra coisa importante que vale a pena mencionar é que além dos hotéis não terem garagem o café da manhã não é como estamos acostumados aqui no Brasil, com fartura, na Argentina o desayuno (café da manhã) é um café (com leite, opcional), algumas meia lunas (muito boas por sinal), algumas fatias de pão torado, doce de leite, manteiga e as vezes um suco, pronto este é o café, várias vezes saí da mesa querendo mais (mas não tinha).


Abaixo de  Santa Rosa, La Pampa, Argentina o cenário conheça a mudar, ao invés de vermos enormes lavouras de milho, soja ou girassol, agora a paisagem conheça a ficar mais desértica, nem uma lavoura, árvores mais baixas e apenas criação de bovinos e ovinos.


Chegando em Río Colorado, Rio Negro, Argentina, o vento já começava a nos acompanhar, não era forte mas já era presença constante. Passando por Santa Rosa, La Pampa, Argentina, fomos ao lado de uma nuvem de chuva, estava chovendo podíamos ver, mas onde passamos não choveu nada, não foi necessário colocar a capa de chuva.


Em Río Colorado, Rio Negro, Argentina, ficamos no Hotel Patagônia, logo depois de cruzar o Rio Colorado próximo a uma estação de serviço YPF.


Lição 2: Chegando em Venado Tuerto, Santa Fé, Argentina, antes na noite, estava eu com a viseira do capacete entre aberta, uma pequena abertura para passar mais vento, foi quando entrou um Louva-a-deus. Lição número dois apreendida, sempre deixar a viseira totalmente fechada.

Ushuaia Trip: 2º Dia – 04/01/2012

Partida:  Uruguaiana, Rio Grande do Sul, Brasil
Destino: Venado Tuerto, Santa Fé, Argentina
Distância percorrida: 735 Km


Neste dia saímos cedo, como não conseguimos pesos chilenos em Uruguaiana resolvemos tentar fazer câmbio em alguma cidade da Argentina no trajeto. Cruzamos a fronteira, logo depois da fronteira tem um posto de combustível, perguntei ali onde poderíamos fazer o seguro internacional, (segundo relatos vistos web seria mais barato fazer o seguro na fonteira) nos indicaram um local a uns 1000 metros do posto em direção a cidade de Paso de los Libres, Corrientes, Argentina, também nos aconselharam a pegar a táxi, pois a região era perigosa e havia risco de assalto. Foi falar com um taxista,  o mesmo me falou que havia mesmo um local para fazer seguro ali, mas era muito perigoso e não era confiável (não sei o que ele quis dizer com não confiável), nos falou então que era melhor fazer no centro da cidade, mas como havia diferença de horário, por causa do horário de verão do Brasil, só seria possível 1 hora mais tarde. Pensei, e resolvi voltar para Uruguaiana para tentar fazer o seguro por lá, o problema era saber onde. Andando pelo centro da cidade me deparei para um prédio com um letreiro enorme escrito "Câmbio", como precisava de pesos chilenos resolvi entrar ali, pois bem, não era um local de Câmbio, mas ali conheci o Sr. Clóvis que presta assessoria em comércio exterior e prontamente resolver me ajudar em relação ao seguro "carta verde", ele fez algumas ligações e me indicou o Paulo Emplacamentos (Av. Presidente Vargas, nº 3930, Sala 1).


Seguro feito, ficou no valor de R$ 175,00 para 30 dias, pela HDI Seguros.


Cruzamos a ponte internacional novamente era 10 hrs da manhã, realizamos a entrada na argentina na aduna e ponto agora era seguir viagem. Seguimos viagem, o planejado era irmos até Rivadavia, Buenos Aires, Argentina, mas devido ao tempo que perdemos pela manhã conseguimos chegar apenas à Venado Tuerto, Santa Fé, Argentina, cidade muito bonita, lá ficamos no Hotel Venado Tuerto, anexo a uma estação de serviço, hotel muito bom, mas sem garagem como na maioria dos hotéis da Argentina, deixei a moto do lado da recepção na calçada com a corrente com cadeado na roda.


Lição 1: Leve o seguro feito do Brasil, não deixe para fazer no caminho, o barato, pode te sair caro ou você pode levar muito mais tempo que o previsto.

Ushuaia Trip: 1º Dia – 03/01/2012


Partida: Saudades, Santa Catarina, Brasil
Destino: Uruguaiana, Rio Grande do Sul, Brasil
Distância percorrida: 658 Km

Acordei várias vezes durante a noite, ansiedade misturada com o calor extremo das noites aqui de Saudades, por diversas vezes em minha cabeça refiz o checklist para não esquecer de levar nada de que precisaríamos ou que por ventura fossemos precisar. Acordei as 6hrs, tomei um banho um café reforçado e logo tratei de colocar as bagagens na moto.

Tudo pronto.

Iniciamos então a nossa grande jornada em busca de Ushuaia, Glaciar Perito Moreno e Bariloche. A cada 70-100 km fazíamos pequenas paradas, para esticar as pernas, pegamos muito calor neste dia assim como nos dias seguintes, temperaturas próximas dos 40 graus, com as roupas, andando isso era até aceitável, mas parado era como estar "cozinhando em banho-maria".

O planejado neste dia era irmos até Federal, Entre Ríos, Argentina, mas como era o primeiro dia de viagem, o corpo não estava acostumado e estávamos casados do dia anterior que foi uma correria só decidimos pernoitar em Uruguaiana. Como não havia conseguido Pesos Chilenos para a viagem, a intenção foi parar em Uruguaiana para fazer câmbio, mas não tivemos sucesso.

Ficamos no Hotel Paineiras (http://hotelpaineiras.com/index.htm), barato mas bem mais ou menos.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Organizando a bagagem

Chegou a hora de colocar em prática tudo que foi planejado. Depois de várias leituras, contatos via e-mail e visualizações de vídeos de que quem já viajou pelos lados da Patagônia, chegou minha vez. É um plano antigo idealizado e colocado como objetivo há 5 anos, na época tinha um Honda NXR125 2004, foi minha parceira na época de faculdade e trabalho em Chapecó-SC, com ela fiz duas viagens "maiores", uma para Cidad de Leste-Paraguay (sim fui buscar "muamba") e outra para serra catarinense e Florianópolis-SC. Quando vim morar para Saudades-SC a situação me exigia um carro, foi quando me desfiz da moto.

No inicio do ano de 2011 já pensando nesta viagem adquiri a moto que vai ser minha companheira na viagem, depois de muita conversa também vai junto minha namorada Andréia (segundo ela a terceira da lista, depois do computador e a moto, é claro que isso não é verdade..rsrsrs), a moto é uma Honda NX4 2008 (Falcon 400), em janeiro de 2011 quando comprei ela estava com apenas 3 mil km, parecia estar guardada esperando para me acompanhar nesta jornada. Durante o ano fui equipando a moto com os acessórios necessários e também me equipando.

Hoje é dia de fazer os Check List's, para não esquecer nada, controlar a ansiedade, abastecer e calibrar os pneus da moto (óleo troquei ontem). A moto está toda revisada, e com pneus novos, já rodei uns 300 km com os pneus novos está tudo em ordem, com o óleo fiz 70km, também tudo em ordem.

Origem: Saudades-SC
Destino: Patagônia da Argentina e Chile.
Data de partida: 03/01/2012 (terça-feira)

Para quem não conhece, ou quer rever uma das regiões mais bonitas do mundo, abaixo tem um vídeo do Globo Repórter deste ano que apresentou a Patagônia, onde mostrou alguns dos lugares que vamos visitar nesta viagem (terão outras viagens, tem muita coisa para admirar por lá).